Rafa Câmara fala sobre expectativa de estar na Fórmula 1 em 2027

Brasileiro foi confirmado na Haas para o ano que vem. Crédito: Estadão

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

A disputa judicial de Felipe Massa relacionada ao Mundial de Fórmula 1 de 2008 ganhou datas decisivas. A Suprema Corte do Reino Unido marcou para 2 e 3 de fevereiro de 2027 a audiência dos recursos apresentados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), pela Formula One Management (FOM) e por Bernie Ecclestone. Os réus tentam impedir o prosseguimento da acusação de conspiração, que permaneceu em análise após decisões anteriores da Justiça britânica.

Leia também

- GP de São Paulo revela troféu da corrida inspirado em som dos carros

- F1 tem só 3 vagas em aberto para 2027 após anúncio de Rafa Câmara; veja como está o grid

A audiência não será o julgamento definitivo do pedido de indenização do brasileiro. Os ministros examinarão os fundamentos jurídicos que permitiram à ação continuar. Caso os recursos sejam acolhidos e a acusação remanescente seja rejeitada, o processo poderá terminar sem um julgamento completo. Se a decisão anterior for mantida, Massa poderá seguir buscando a responsabilização dos envolvidos.

Felipe Massa briga para ser reconhecido como campeão da Fórmula 1 de 2008. Foto: Eduardo Nicolau/Estadão
PUBLICIDADE
O ex-piloto reivindica aproximadamente 64 milhões de libras por prejuízos financeiros que atribui à perda do campeonato, incluindo oportunidades comerciais e ganhos que poderia ter obtido como campeão mundial. A etapa atual não decidirá uma mudança no resultado esportivo de 2008. Os pedidos de declarações relacionados à conduta da FIA e ao desfecho do campeonato foram descartados pela Alta Corte, que preservou a alegação de conspiração por meios ilícitos.
O processo tem origem no GP de Singapura de 2008, quando Nelsinho Piquet bateu propositalmente para favorecer o companheiro de Renault, Fernando Alonso. Massa liderava a corrida antes do acidente, mas teve uma parada desastrosa durante o período de safety car e terminou em 13º, fora da zona de pontuação. Hamilton foi terceiro naquela prova e encerrou a temporada campeão por um ponto de vantagem sobre o brasileiro.
A tese de Massa é que dirigentes da categoria já tinham informações sobre a manipulação durante o campeonato e deixaram de investigar o episódio a tempo. A ação ganhou impulso após uma entrevista concedida por Ecclestone em 2023, na qual o ex-chefe da F-1 afirmou ter conhecimento antecipado do caso. Os réus contestam as alegações.
Vale ler também
Marcel Rizzo
Netflix mira o Brasil? O que se sabe sobre os direitos da Copa do Mundo de 2030
Corrida para todos
Corre com Lula explode no Brasil
Mauro Beting
Clubes não devem ser confundidos com quem (des)manda

