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Análise: Flamengo privilegia segurança e fica devendo futebol, mas empate em La Plata não deixa de ser bom resultado
Análise: Flamengo privilegia segurança e fica devendo futebol, mas empate em La Plata não deixa de ser bom resultado · Imagem: Source: oglobo.globo.com

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Paquetá em dividida em Flamengo x Estudiantes — Foto: Luis ROBAYO / AFP
Paquetá em dividida em Flamengo x Estudiantes — Foto: Luis ROBAYO / AFP · Imagem: Paquetá em dividida em Flamengo x Estudiantes — Foto: Luis ROBAYO / AFP

Desfalcado, rubro-negro travou e não chutou contra o gol do Estudiantes; na próxima quinta-feira, no Maracanã, cenário deve ser diferente para carimbar vaga na final da Libertadores

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Carrascal, do Flamengo, divide com três jogadores do Estudiantes — Foto: Luis ROBAYO / AFP

A hostilidade de La Plata nem pareceu assustar tanto o Flamengo, que visitou o Estudiantes pela terceira vez nos últimos 13 meses. Foram a falta de inspiração e doses até exageradas de pragmatismo que impediram o time de Leonardo Jardim de buscar um resultado melhor no jogo de ida da semifinal da Libertadores. Mas fato é que o empate em 0 a 0 é lucro, e agora o rubro-negro depende apenas de uma vitória simples no Maracanã para chegar a mais uma final do torneio.

Os cinco desfalques — Arrascaeta, Jorginho, Ayrton Lucas, Evertton Araújo e Danilo — certamente atrapalharam a vida do treinador. Diante de um adversário de mais luta que qualidade, como é o time argentino, o jogo ficou travado e sem grandes escapes, e a prioridade foi sobreviver.

O Flamengo penou para estabelecer seu jogo. Mesmo tendo mais posse de bola (55% a 45%), a articulação das jogadas não teve qualidade e o time bateu na parede da defesa adversária. Jardim escolheu Saúl e Paquetá para o meio, mas ambos não funcionaram como termômetros da equipe, falhando na ligação a partir da defesa e na busca por brechas na frente — além de terem sido dominados nos duelos, assim como os demais companheiros.

O rubro-negro finalizou apenas cinco vezes — nenhuma na direção do gol — e permitiu 21 finalizações do Estudiantes — seis delas no alvo. Os argentinos seguiam um roteiro fixo que demonstrava surpreendente eficiência: bolas alçadas para o centroavante Carrillo escorar ou dominar e cruzamentos que levavam mais perigo do que o necessário ao gol de Rossi. Por sorte, mesmo com a defesa aérea ineficiente, todas as cabeçadas pararam nas mãos do goleiro ou saíram ao lado.

Paquetá em dividida em Flamengo x Estudiantes — Foto: Luis ROBAYO / AFP

Jardim se irritou com a incapacidade do time de explorar o lado direito com as subidas de Emerson Royal, mesmo com Carrascal fazendo bom jogo, o contrário do que Samuel Lino e Alex Sandro apresentaram pela esquerda. Justamente nas subidas de Royal, já no fim do primeiro tempo, a equipe deu sinais de recuperação. Mesmo assim, o goleiro Muslera passou ileso — não precisou fazer defesas.

A etapa final voltou a ter chegadas tímidas do Fla, e foi o Estudiantes que aumentou a pressão, ainda com muita correria somada a cruzamentos rasteiros que passaram a zunir pela área.

Demora para mexer

Chamou a atenção o fato de Jardim ter feito apenas três substituições, as primeiras aos 35 minutos do segundo tempo, quando entraram Pedro e Plata. O treinador se ateve à formação com três meias até onde pôde e não abriu mão da segurança.

O empate pode deixar alguma insatisfação no ar por conta do baixo nível do adversário, o que ficou exemplificado com a entrada de Cetré, jogador que abusou de escolhas erradas no ataque. Mas o torcedor do Flamengo não pode reclamar de deixar La Plata com um resultado que mantém o clube invicto nesta edição da Libertadores.

No Maracanã, na próxima quinta-feira, às 21h30, o rubro-negro precisa de uma vitória simples para se classificar. O retorno de Jorginho, que cumpriu suspensão, é um alento, e o cenário do jogo deverá ser diferente. Porém, encarará um Estudiantes franco-atirador que também buscará o resultado. Novo empate leva a disputa para os pênaltis.

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