De volta ao palco do Acerte ou Caia!, o ator e humorista Lucas Veloso não decepcionou e deu um show no game, levando para casa R$ 18.250 no programa deste domingo (18), após decidir não aceitar o Desafio Final. Em entrevista ao site oficial, Lucas contou que estar em frente às câmeras não costuma deixá-lo pressionado e que a presença do amigo e apresentador do game show, Tom Cavalcante, torna tudo ainda mais leve.“É sempre confortável estar na frente das câmeras. Na verdade, em qualquer universo das câmeras, seja por trás delas ou na frente, e ainda mais com um grande amigo que é o Tom Cavalcante, o meu padrinho na comédia, amigo do meu pai, enfim, a gente tem uma história junto. Mas a parada do game show desconcerta completamente, porque quando você está na frente da câmera com um roteiro, ensaiado, sabendo o que faz, fazendo o que você sabe mesmo fazer, vai com certo controle, por isso dá conforto. Agora, quando é um negócio que não sabe qual é a pergunta, tem um tempo, uma plateia e concorrentes, dá uma certa sensação de pânico”.Lucas relembrou sua primeira participação no programa e contou que usou a experiência anterior a seu favor. Segundo ele, depois de decidir que chegaria ao palco para se divertir, tudo se tornou mais fácil.“Na minha primeira participação, fui eliminado, caí do buraco. Aí, na segunda vez, eu entendi uma parada que é mais importante do que o game, que é o show. Então, eu fui pelo show, não fui mais pelo game. Porque se eu perdesse, beleza, eu queria me divertir. Eu estava em uma emissora que eu considero uma casa para mim. Meu pai trabalhou anos na RECORD, eu trabalhei também, me sinto muito em casa na RECORD. Então, fui no programa de um amigo, eu decidi esquecer o game. Eu não fui para jogar, eu fui para brincar, me divertir, tirar uma onda e dar um abraço no Tom… Isso me confortou um pouquinho mais".Amigo de longa data de Tom Cavalcante, Lucas afirma que a maneira como o apresentador conduz o programa é fundamental para ajudar os participantes a manterem a calma no palco. O humorista ainda rasgou elogios ao amigo e a um dos grandes nomes da comédia brasileira.“O que mais ajuda a gente a manter a calma, apesar de o tempo ser louco, apesar de as perguntas também não serem tão fáceis, é a maneira como o Tom apresenta o programa. Ele vai aliviando tudo, sabe? Ele entende muito bem quem está mais nervoso, quem está mais à vontade, e aí ele vai tirando as brincadeiras certas com cada um para a gente ficar mais à vontade. Isso ajuda muito”.O humorista confessa que não se preparou especificamente para retornar ao game show, mas lembra que é um grande jogador de xadrez e que costuma jogar palavra cruzada com a mãe.“Eu sou viciado em jogar xadrez e eu e minha mãe a gente joga muito palavra cruzada, daquele de tabuleiro, que vem as letrinhas de madeira e a gente vai montando, a gente joga bastante. Ajuda a gente em pensamento lógico, então eu tentei manter a calma, igual se faz na partida de xadrez… Ali, na maioria, eu fui no raciocínio lógico, porque se fosse só pela memória, ou então pelo juízo, que eu não tenho, eu tinha errado tudinho".Mesmo tendo chegado longe no game, Lucas revela o motivo de não ter aceitado o Desafio Final. Para ele, naquele momento, era melhor garantir o prêmio que já havia conquistado do que correr o risco de sair sem nada para casa.“Não aceitei, justamente porque eu já estava com o juízo cansado. Aí a lógica é se são mais perguntas com tempo limitado. Como eu já tinha garantido uma quantia e tinha chegado no final, só restou eu. Eu mesmo duvidei de mim, eu falei: ‘Rapaz, eu não vou mais não.’ Achei que tinha chance de o juízo começar a travar.”Filho de Shaolin (1971-2016), que fez sucesso na RECORD ao lado de Tom Cavalcante e outros grandes humoristas, Lucas Veloso carrega um legado importante na comédia. O ator conta que o peso do nome do pai foi uma barreira no início da carreira, mas que sempre soube que a grandeza de Shaolin não deveria ser um obstáculo para construir a própria trajetória.“De início dava muito medo, por conta do tamanho do nome dele. Quando ele sofreu o acidente e ficou acamado, eu falei com a minha mãe que a gente não tinha ideia do tamanho que tinha o Shaolin. Nós viemos a ter essa dimensão mais próxima da morte dele. Uma coisa muito boa foi eu ter começado no teatro, depois passei para a comédia. Então, esse começo me ajudou a me distanciar um pouco da cobrança de: ‘Vamos ver se ele é igual ao pai’. Porque o meu pai foi um dos maiores imitadores da história da televisão, um grande comediante, e ele tinha 20 anos de carreira quando eu apareci na televisão. Então não tinha como eu me comparar com um cara que já está há tanto tempo na estrada”.Mesmo tendo o pai como sua principal referência, Lucas explica que nunca teve a intenção de simplesmente dar continuidade ao trabalho de Shaolin. Para ele, o objetivo sempre foi construir a própria história, assim como o pai fez antes dele.“Eu nunca quis ser o segundo Shaolin, eu sou o primeiro Lucas Veloso. Tenho a minha identidade e assinatura, e não quero que ninguém copie a minha também. Quero que as pessoas criem as suas próprias formas de comédia. E o meu pai escreveu uma história que só podia ser escrita por ele e não aceito que ninguém venha mexer na carreira dele. Eu acredito que o talento dele e tudo que foi construído por ele e o pessoal na época tem que ser intocável. É de se colocar numa prateleira só para apreciar. Ninguém pode pegar e mexer.”O humorista revela ainda que tem planos de transformar a história de vida do pai em um filme e afirma que pretende manter vivo o legado construído por ele.“Eu tenho uma produtora de cinema hoje. Eu quero fazer um filme da vida dele. Vou pegar os shows que nós temos dele, editar tudinho e colocar de graça na internet para todo mundo ver. Isso vai acontecer em breve”.De volta à tela da RECORD, Lucas relembra com gratidão o período em que trabalhou na emissora. O humorista passou pelo Domingo Show e pelo Domingo Espetacular como repórter e afirma que considera a RECORD como uma segunda casa.“É uma delícia estar na RECORD. Eu realmente me sinto em casa. O pessoal que está na emissora também esteve com o meu pai, e eu falo com muito carinho com eles. Eu trabalhei no Domingo Show com a Sabrina Sato, depois fui para o Domingo Espetacular, e fui muito bem aceito. As ideias que eu mandava para eles, eles acatavam, e assim, é impossível eu negar qualquer convite que a RECORD fizer para mim. Além de eu sempre ser muito bem tratado, naquele período em que a gente mais precisou, que foi com o meu pai cinco anos em cima de uma cama, a emissora nunca nem falou sobre rescindir o contrato, ela segurou o meu pai na casa até o último dia de vida dele. Então eu só tenho gratidão”.Além da televisão, Lucas também vem explorando novos caminhos. Atualmente, com um projeto no streaming, Lucas contou um pouco do processo para viver o personagem na série de drama.“É muito bom participar dessa série no streaming, porque é extremamente bem roteirizada e o elenco é absurdo. Eu fiquei muito feliz que me deram um voto de confiança de interpretar um personagem de fora da comédia, que é muito difícil, porque é um gago, pistoleiro, só que não é engraçado. Eu adoro quando o desafio é nesse nível, porque aí eu fui atrás até de uma fonoaudióloga para me ajudar a colocar a gagueira. Acho até que eu fui o único paciente contrário dela. Ela tirou a dos outros e em mim precisava botar a gagueira. Os diretores me ajudaram muito também a embarcar nesse universo.”O humorista contou sobre um projeto ligado ao streaming e revelou os planos para a criação de um grande complexo de estúdios.“Por meio desses contatos do streaming, eu estou começando umas obras aqui de um complexo de 40 mil metros quadrados de estúdio, onde nós vamos oferecer oficinas de atuação, de marcenaria para construir cenários, de costura para fabricar figurino, aulas de atuação, edição, roteiro, todas as esferas do cinema, e lá nós vamos fabricar cinema. Nosso plano é também ser parceiro dos streamings.”E se depender de Lucas, o dinheiro conquistado no Acerte ou Caia! já tem destino certo. Antes mesmo de saber se sairia vencedor, o humorista conta que sabia exatamente o que faria com o prêmio.“O prêmio vai todo para a minha filha. Tudo que eu ganho de extra do meu trabalho, eu deixo guardadinho para a Lua, para quando ela crescer, ter a oportunidade de montar um negócio, fazer uma faculdade diferente ou viajar, fazer o que ela quiser.”*Estagiário sob supervisão de Juliana LambertO Acerte ou Caia! é uma produção da Boxfish, com direção de David Feldon e direção Artística de Cesar Barreto, que vai ao ar nas tardes de domingo da RECORD.Todas as edições do programa podem ser acessadas na íntegra no RecordPlus, a plataforma de streaming da emissora.





















