PF diz que Eduardo Bolsonaro orientou gestão de verba de Vorcaro para ‘Dark Horse’ nos EUA

Conversas encontradas pela polícia indicam ‘orientações sobre a forma pela qual os recursos poderiam ser geridos’; ex-deputado não foi localizado para comentar. Crédito: Carla Menezes

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

Nesta sexta-feira, 23, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) participou de uma entrevista ao podcast Louder with Crowder, do comentarista político Steven Crowder. Na transmissão ao vivo, ele defendeu que seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência, deixe o país, caso perca as eleições. Além disso, questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas nas eleições.

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A declaração de Eduardo foi resposta a um dos espectadores do programa que o questionou sobre ações da família para ajudar Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República e pai de Eduardo e Flávio, no caso de Flávio não se eleger.

Antes de dizer que era a favor da saída do irmão do país. Eduardo disse, em tom de brincadeira: “Mandar os fuzileiros navais.”

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Ao que o host do podcast respondeu: “Esse é um exemplo perfeito do que está errado. Alguma coisa tem que ser feita, a não ser que vocês consigam fazer um ataque de helicóptero para arrancar os telhados da prisão.”
Eduardo citou também trecho do debate, realizado no último domingo, 18, na TV Band, entre Flávio e o Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O atual presidente afirmou que, perdendo a eleição, Flávio perderia a imunidade parlamentar e poderia ser investigado. “Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão”, declarou Eduardo.
Lula e Flávio disputam o segundo turno das eleições no próximo domingo, 25 de outubro. O primeiro turno terminou com o candidato do PL em primeiro lugar, com 47,03% dos votos. Já o candidato petista conquistou 45,16%. As últimas pesquisas apontam empate técnico entre os dois.
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Eduardo Bolsonaro perdeu o mandado de deputado federal após excessivas faltas à sessões da Câmara. Foto: reprodução Youtube
Ataque à confiabilidade das urnas
Sobre o sistema das eleições brasileiras, Eduardo pôs em dúvida a lisura das urnas e a confiabilidade do resultado. Segundo ele, usar uma máquina e não papel é um problema porque não é possível a “contagem pública dos votos” nem “provar que houve fraude”.
O sistema de votação brasileiro usa as urnas desde 1996 e até o momento nenhum caso de fraude ou invasão foi confirmado.
Depois que a votação é encerrada, a urna gera um boletim, com o total de votos para cada candidato. Isso é impresso em cinco vias, mas também formam um conjunto de dados criptografados e protegidos por uma assinatura digital e armazenados em uma mídia física. Esse material é enviado para o cartório eleitoral e passa para a rede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que faz a totalização dos votos. Vale ressaltar que a urna, assim como a rede do TSE não é ligada à Internet.
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Os boletins de urna de cada seção eleitoral também são divulgados na internet.
Eduardo perdeu o mandado e foi condenado no STF
Eduardo Bolsonaro perdeu seu mandato como deputado federal em dezembro de 2025, após excesso de faltas às sessões da Câmara. Ele está nos Estados Unidos, onde interveio junto ao governo estadunidense em favor do tarifaço contra produtos brasileiros e da imposição de restrições a ministros da Corte, segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República.
Em junho deste ano, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo. O entendimento da Corte é de que ele estaria agindo para intervir no julgamento de seu pai por tentativa de golpe de Estado. Ele foi sentenciado a cumprir 4 anos de prisão. Atualmente, seu nome consta no banco nacional de mandados de prisão.
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