Seedorf chega ao Corinthians e diz: 'É um leão ferido. E um leão feriado é perigoso'

Técnico concedeu entrevista coletiva no CT do Clube. Crédito: Imagens: Corinthians TV

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A demissão de Marcelo Paz do cargo de executivo de futebol do Corinthians pegou de surpresa o elenco do time principal. Ele acabou desligado com menos de uma semana após o clube anunciar a contratação de Clarence Seedorf, conduzida pelo profissional, como novo treinador da equipe alvinegra. A saída do dirigente foi selada após reunião com o presidente Osmar Stábile, que cedeu à pressões de torcidas organizadas e de conselheiros.

Segundo apurou o Estadão, Paz sentiu-se desprotegido pela diretoria ao longo das últimas semanas. O executivo de futebol se desgastou com o elenco na tentativa de atenuar os problemas do Corinthians, que vive grave crise financeira e administrativa, mas não conseguiu blindar os jogadores dos problemas no Parque São Jorge — o zagueiro Gabriel Paulista chegou a reclamar publicamente da situação. O clube chegou a três meses de atraso nos direitos de imagem dos atletas.

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Stábile foi cobrado por lideranças das principais organizadas do Corinthians pela demissão de Paz, no Parque São Jorge, na quinta-feira, um dia antes de se reunir com a cúpula da Gaviões da Fiel, em Brasília, para nova rodada de negociações com a Caixa Econômica Federal pela quitação da Neo Química Arena. O episódio foi compreendido no clube como um processo de “fritação” de Marcelo Paz.
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Marcelo Paz é o novo executivo de futebol do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca/Ag. C
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Antes mesmo de as organizadas pedirem a saída de Paz, um grupo de conselheiros vitalícios que orbitam Stábile já haviam pedido ao presidente a saída do executivo de futebol por causa dos maus resultados do time, que amargou uma eliminação em casa para o Estudiantes nas quartas de final da Libertadores e oito derrotas seguidas no Brasileirão. O mandatário considerou o clima insustentável e decidiu pela demissão do executivo de futebol antes mesmo do fim de seu mandato, que encerra-se em dezembro.
Os critério para a contratação de Seedorf foram questionados tanto pelas organizadas quanto por conselheiros. O holandês foi contratado após a negociação por Ramón Díaz não avançar. O treinador argentino era consenso entre presidência e diretoria de futebol, mas, apesar do “ok” do empresário, o técnico preferiu não dar sequência ao negócio.
Sem treinador em vista, o nome de Seedorf surgiu por sugestão da OTB Sports, empresa que agencia o holandês, e as negociações foram conduzidas por Paz, que recebeu aval de Stábile para fechar a contratação. O executivo foi o responsável por receber o ex-jogador no aeroporto e apresentá-lo à imprensa na última quarta-feira, 14.
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Ao longo de sua passagem pelo Corinthians, Paz acumulou reveses no diálogo com Stábile. O presidente barrou uma série de negociações conduzidas pelo executivo de futebol, como as do volante Alisson (São Paulo, emprestado ao Fluminense) e a do atacante Renê (Vitória). O mandatário também vetou a venda de André para o Milan, considerada importante para cumprir a meta orçamentária e manter o fluxo de caixa, por entender que o jovem poderia se valorizar mais.
Com a saída de Paz, a expectativa é de que Julio Cesar, ex-goleiro e atual gerente de futebol do Corinthians, assuma a função de diretor executivo.
O Corinthians volta a campo no sábado, 24, quando enfrenta o Vasco, em São Januário, às 18h30, em confronto pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Trata-se de um “jogo de seis pontos”. O time paulista está colado no Z-4, na 16ª posição, com 33 pontos, enquanto os cariocas aparecem logo à frente, em 15º, com 35 e um jogo a menos em relação aos adversários.
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